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26 de Novembro de 2020 às 10:03

Consin define estratégias com sindicatos para combater assédios e exploração pós-greve


No último sábado dia 21 de novembro, a FENTECT realizou de forma virtual o Conselho Nacional de Representantes do Sindicato (CONSIN) para debater a conjuntura que o país atravessa e a situação dos trabalhadores dos Correios depois da greve. Após avaliação, os diretores da FENTECT e dos sindicatos que estiveram presentes chegaram a conclusão que só conseguiremos atravessar esse momento difícil, que estamos passando em nosso país, em especial no mundo do trabalho, se formos capazes de construir uma unidade nacional não só da nossa categoria, mas também de outros setores da sociedade para frear os avanços dos ataques que estão em curso pelo governo BOLSONARO.

A reforma trabalhista e da previdência tiveram um efeito contrário do que prometido por eles. A extrema pobreza, desemprego e o abismo social continuam avançando, os alimentos estão a cada dia mais caros, tornando aqueles que concentram riquezas ainda mais ricos e os que já vivem no aperto diário mais pobres.

Para a FENTECT e seus sindicatos filiados, essa situação só mudará com a eleição de um governo que represente os trabalhadores, que defenda uma política séria de geração de emprego e distribuição de renda. Para isso, precisamos já a partir dessas eleições municipais começar a organizar um grande movimento de mudança para 2022 na perspectiva de elegermos um presidente e parlamentares que realmente tenham compromisso com as pautas sociais e garantias dos direitos da classe trabalhadora.

Em relação à conjuntura que vivemos em nossa empresa com assédios diários aos funcionários e ameaça de privatização colocada a todo o momento por Bolsonaro e Paulo Guedes, os representantes da FENTECT e dos sindicatos fizeram várias colocações de estratégias políticas para o combate dessas posturas tomadas pelo presidente Floriano Peixoto em relação aos assédios e a exploração dos trabalhadores. Também foi discutida a estratégia para o combate à privatização anunciada pelo governo Bolsonaro.

Ficou definido que além das ações jurídicas que serão movidas regionalmente em relação à jornada de trabalho, vamos pleitear os pagamentos pelas horas trabalhadas aos sábados e a concessão do vale alimentação. Os sindicatos farão movimentações esclarecendo e organizando os trabalhadores ecetistas de todas as ações tomadas e os próximos passos.

Foi aprovada também uma moção de repúdio a rede de mercado Carrefour pelo assassinato do trabalhador João Alberto, no dia 19 de novembro, às vésperas do Dia da Consciência Negra. Esse crime está sendo investigado também como a hipótese de racismo. A FENTECT se posiciona a favor da luta antirracial. Sobre o POSTALIS, ficou definido que haverá um encontro específico para debater as propostas de mudança colocada pelo Instituto e a Ect.

A FENTECT em conjunto com os sindicatos criará um calendário de lutas com atos e manifestações para intensificar a luta contra a privatização e reativará o Comitê Nacional de Luta Contra a Privatização dos Correios. Também ficou acordado que a FENTECT criará junto com os sindicatos uma campanha publicitária para esclarecer a população dos prejuízos caso os CORREIOS for vendido para a iniciativa privada.

A FENTECT convoca a todos os trabalhadores dos Correios a fazerem o combate nas redes sociais de matérias mentirosas com intuito de inclinar a população para defender a venda dos Correios do Brasil como ocorreu semana passada com matérias da Reuters e Revista Exame mentindo com fatos falaciosos e inverídicos. A nossa luta contra a privatização não será fácil, mas com a nossa unidade e disposição de lutar em defesa de nossa empresa poderemos barrar mais esse ataque do governo Bolsonaro aos trabalhadores.


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