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19 de Setembro de 2007 às 15:03

Trabalhadores participam de passeata nesta terça-feira (18/9) em Curitiba


Greve completa uma semana; adesão sobe a 90%

A greve nacional dos trabalhadores dos Correios completa uma semana nesta quarta-feira (19/9). A categoria reivindica R$ 200 de aumento real linear, além da reposição das perdas salariais. Conforme cálculos do Dieese, as perdas, acumuladas desde 1994, totalizam 47,77%.

No Paraná, desde o início da greve, a adesão subiu de 80% para 90% da categoria, conforme estimativa do Sintcom-PR (Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná). Hoje (18/9), centenas de trabalhadores participaram de uma passeata pelas principais ruas do Centro de Curitiba.

A manifestação, que teve início em frente à sede estadual da empresa, onde os trabalhadores permanecem acampados, terminou na Câmara Municipal de Curitiba. Lá, a categoria recebeu uma moção de apoio assinada pelos vereadores.

Antes, pela manhã, durante assembléia que reuniu mais de 500 pessoas, os trabalhadores decidiram por unanimidade rejeitar a última contraproposta da empresa, que não trazia nenhum avanço em relação a reajuste salarial.

A direção dos Correios recuou da intenção inicial de reduzir os direitos na área de assistência médica, mas segue oferecendo um reajuste de apenas 3,74%, R$ 50 de aumento real em janeiro de 2008 e um abono de R$ 400.

À tarde, o ministro Hélio Costa (Comunicações) acenou com uma ampliação de R$ 50 para R$ 60 na proposta de aumento real. A diferença, de R$ 10, seria concedida em abril de 2008. Essa proposta deve ser analisada amanhã (19/9), a partir das 10 horas, em novas assembléias. A tendência é de que seja amplamente rejeitada em todo o país.

Cerca de 110 mil pessoas trabalham nos Correios —o maior empregador em regime CLT do país. Desse total, 56 mil recebem salários inferiores a R$ 800. Um carteiro recebe salário inicial bruto de apenas R$ 524,08.

Dos 26 Estados brasileiros, apenas 3 não aderiram à paralisação: Espírito Santo, Sergipe e Roraima. Conforme levantamento elaborado pelo Sintcom-PR, o salário médio pago pelos Correios é o menor entre todas as empresas da administração pública federal. As principais agências dos Correios estão fechadas em Curitiba, entre elas as agências localizadas nas ruas Presidente Faria, em frente ao tubo "Estação Central", Marechal Deodoro, no Centro, e João Negrão, no bairro Rebouças. A adesão à greve é maciça em todas as regiões do Paraná, em especial na área operacional, formada por carteiros e operadores de triagem. O Sintcom-PR mantém quatro subsedes no interior do Estado, nas cidades de Cascavel, Londrina, Maringá e Ponta Grossa. O sindicato começou a elaborar nesta terça-feira (18/9) uma lista com as cidades do Paraná onde os trabalhadores dos Correios estão em greve. A lista parcial aponta que a paralisação atinge pelo menos 43 cidades do Estado. Nesse total estão incluídos todos os maiores municípios paranaenses. Fonte: Sintcom-PR


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