Como é de conhecimento da categoria, a greve foi deflagrada em nível nacional no dia 16 de setembro, tendo em vista que a empresa não tinha apresentado nenhuma contra-proposta (apenas os 4,5% de reposição da inflação do período). Nós aderimos à greve desde a zero hora do dia 16.
No dia 21 realizamos uma assembléia onde foi aprovado o fim da greve e a aceitação da contra-proposta da ECT (9% de reajuste já, mais R$ 100,00 linear em janeiro, reajuste dos benefícios, etc, com o acordo válido por dois anos). A greve perdurou por mais alguns dias em alguns estado, porém desde o inicio desta semana foi encerrada.
A greve foi encerrada, mas o acordo não foi aprovado
Até o presente momento, em 17 sindicatos as assembléias votaram a aceitação do acordo, faltando 1 para que dê maioria pela assinatura do mesmo. Em 4 sindicatos foi colocada em votação, e aprovada, a proposta de conciliação apresentada pelo TST que – como não existiu conciliação – deixou de existir! Ou seja foi votada, e aprovada, uma proposta que não mais existia, que era de 4,5%, mais R$ 100,00 imediato, mas com a condição de que no ano quem vem não teria aumento real, pois segundo o ministro os R$ 100,00 linear já configura reposição. Esta proposta era apenas uma proposta do ministro para acordo. Como a maioria do comando de negociação rejeitou essa proposta, ela deixou de existir. No entanto, em 4 sindicatos (AL, GO, SC, e TO) foi levada à votação uma proposta que não mais existia!
Dessa forma, temos hoje uma situação de impasse para a assinatura do acordo, tendo em vista que falta pelo menos um sindicato aprovar para que o acordo seja assinado.
Caso a proposta não seja aprovada por mais nenhum sindicato, a palavra final sobre o Acordo Coletivo 2009/2010 ficará a cargo do TST após examinar o processo e levá-lo a julgamento pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do TST, em data a ser marcada pelo mesmo.
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