Nesta quarta-feira a greve iniciada no dia 01 de abril continuou em Mato Grosso do Sul. Assim com em todo o Brasil, os trabalhadores pararam devido ao não-cumprimento de acordo feito com o Ministério das Comunicações sobre o adicional de periculosidade. Em Campo Grande, o ponto de concentração é na Rua Barão do Rio Branco, próximo a rodoviária. Os ecetistas das agências do Estado que não entraram em greve nesta terça-feira, tiraram indicativo de cruzarem os braços hoje.
Os servidores dos Correios reivindicam um adicional de periculosidade equivalente a 30% do salário por mês, aumento no percentual da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), e a implementação de um Plano de Cargos, Carreiras e Salários.
Segundo notícias do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Rio de Janeiro, onde mais de 80% da categoria está parada, a grande adesão à greve se deve à imensa indignação dos ecetistas contra a direção da empresa. "Os trabalhadores nunca aceitarão que um acordo assinado seja jogado no lixo e que o presidente da ECT, simplesmente, se retire da negociação", afirma a nota.
Os Correios já suspenderam os chamados serviços “de hora certa” da empresa: Sedex 10, Sedex Hoje e Disque Coleta. Os serviços de entrega normal também sofrerão atrasos, segundo a assessoria da empresa.
De acordo com a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresa de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) a adesão à greve é de 21 estados e do Distrito Federal.
Rosália Silva
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