Trabalhadores dos Correios em greve por uma empresa de qualidade, por melhores condições de trabalho e salários dignos
Sintect-RJ
Desde a noite do dia 12, os trabalhadores dos Correios do Rio de Janeiro - e de todo o Brasil - estão em greve. A ECT é uma empresa pública com qualidade reconhecida pelo povo brasileiro. Tem uma das menores tarifas (carta social) cobradas da população. É a única empresa que possui agências em todos os municípios do país. Por outro lado, os funcionários sofrem com o descaso dos Correios. Infelizmente, a direção da ECT tem tentado jogar a população contra os ecetistas. Apesar dos transtornos que podem ser causados, a greve é uma maneira legítima dos trabalhadores para conseguirem melhores condições de trabalho.
Desde o primeiro momento, o Sindicato fez questão de informar a todos sobre a paralisação. O que a empresa não informa é: hoje o carteiro que entrega a correspondência todos os dias na sua casa recebe um salário irrisório de pouco mais de R$ 500,00, anda mais de 10km por dia, carrega um peso excessivo nas costas, sofre com assaltos, seqüestros e tortura. Sem falar nas péssimas condições de trabalho e as unidades precárias.
Ao mesmo tempo, os Correios foram um dos maiores patrocinadores do PAN do Rio. Nos jornais é alvo de denúncias de fraudes em licitações milionárias na contratação das empresas de propaganda. E mais, sabemos que o governo federal fica com 50% do lucro da ECT. Ou seja, sobra dinheiro para outras atividades, mas não para valorizar o nosso trabalho.
É hora de mudar esse quadro. Os ecetistas querem salário digno e pedem um aumento de R$ 200,00 para todos os funcionários, o que distribui a riqueza e valoriza os menores salários. Mas a empresa está intransigente. O alto escalão quer manter seus salários elevados e não aceita aumento em valores. A ECT oferece apenas 3,74% e R$ 50,00 só em janeiro. Isso não podemos aceitar.
Os trabalhadores dos Correios contam com o apoio da população, que tem se mostrado solidária com a nossa luta, sabendo que é justa essa batalha. Vamos manter a greve até que a empresa reconheça nosso valor e apresente uma proposta digna para os ecetistas de todo o Brasil.
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