Por unanimidade, os trabalhadores dos Correios do Rio de Janeiro rejeitaram a proposta de PLR 2008. Enquanto o alto escalão receberá mais de R$ 48.000 reais, outros funcionários ficarão apenas com R$ 700,00.
Na assembleia, o presidente da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), Maurício Ramos, levou a solidariedade da entidade aos companheiros da ECT. Maurício ainda pediu mais investimentos do governo federal para conter a crise econômica.
A Coordenação Nacional da CTB/Correios, reunida na manhã do dia 11, fez uma contraproposta sobre o pagamento da PLR/2008, sendo aprovada pelos trabalhadores na assembleia.
Devido aos impasses e principalmente sobre a posição da direção da ECT em não aceitar o pagamento linear, a coordenação da CTB propôs que a distribuição da PLR tenha limite máximo e mínimo, sendo que o maior valor a ser pago será de 2,5% a mais do que o menor valor.
A coordenação também esteve com deputado federal Roberto Santiago (PV), o qual solicitou uma audiência pública e a convocação do presidente da ECT para dar explicações sobre a PLR da ECT.
Contratações -
A categoria vaiou os gestores que obrigaram os trabalhadores a ficarem em hora-extra para não participarem da assembleia. Um dos vaiados foi Roberto Pires, do CDD Queimados. Ecetistas de São Gonçalo também reclamaram que desde 2005 não redistritamento e o assédio moral. A assembleia também teve o objetivo de cobrar da empresa mais contratações. Hoje, a categoria vive com frequentes dobras e hora-extra. Em muitos municípios, as correspondências têm chegado com atraso nas casas por conta de falta de funcionários.
A assembleia também homenageou os 24 anos da primeira greve nos Correios do Rio de Janeiro, iniciada no dia 11 de março de 1985.
Sintect-RJ
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