Quarta-feira, 09 de Julho de 2008 12:47
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O secretário geral do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios Telégrafos e Similares de MS, Emídio Gonçalves, avalia que a greve nacional, que parou os serviços em 24 estados, não ocorre aqui no Estado por conta de um quadro de funcionários novatos.
A mobilização ganha força no País e ontem conseguiu a adesão do Mato Grosso, mas os sul-mato-grossenses continuam contrários ao movimento.
A maior parte dos 1469 funcionários dos Correios de Mato Grosso do Sul aceitou a proposta de reajuste salarial da empresa. Em Campo Grande, assembléias chegaram a ser organizadas pelo sindicato para que fosse votada a adesão ou não da greve. Entretanto, no dia da votação, dos 844 funcionários campo-grandenses, apenas 44 apareceram.
Justificativa - Para os servidores que entraram recentemente, foram oferecidos R$ 260 de reajuste, índice aprovado por ser considerado mais expressivo que os 30% reivindicado pela categoria.
O salário de um carteiro novato era de R$ 603,66. Se o aumento de 30% fosse aprovado, passaria para R$ 784,75, menos que os R$ 863,66 pagos hoje. “Foi uma isca para atrair os trabalhadores mais novos, e eles caíram”, afirma o Secretário.
A assessoria dos Correios em Brasília alega que o valor do aumento deve ser fixo porque um aumento percentual seria injusto com os 33 mil funcionários que ganham salários menores. Tais funcionários são maioria entre os 53 mil.
Mesmo assim, o sindicato em MS continua com bandeiras de luta, mesmo sem a greve. A principal reivindicação é para que carteiros, motoristas e outros funcionários que trabalham na rua tenham os 30% de aumento, mas como “adicional de risco”, pelos perigos existentes durante o trabalho.
Para o presidente da entidade, além da grande exposição ao sol, o que pode causar câncer de pele, algumas correspondências podem ser perigosas. “Um carteiro pode carregar produtos de valores e até entregar drogas a traficante sem saber”.
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