A direção da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) demonstrou claramente sua insatisfação com o resultado do julgamento do Dissídio Coletivo — processo que a própria empresa ingressou. Após tentativas de retaliação, como a suspensão da folga de Ano Novo, a decisão de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) representa uma atitude grave, injusta e incoerente com o discurso público adotado pelo Governo Federal.
Esse ataque brutal aos trabalhadores e trabalhadoras dos Correios, promovido pela direção da ECT com anuência do Governo Lula, vai muito além da contestação de cláusulas de uma sentença normativa. Trata-se de um ataque direto à categoria que sustenta a empresa, responsável por manter o respeito e a credibilidade dos Correios perante a população brasileira.
A liminar concedida na última segunda-feira (26) suspende cláusulas importantes da sentença normativa, atingindo direitos como:
Vale-alimentação extra;
Gratificação de férias;
Plano de saúde.
O jurídico das federações já está mobilizado e atuando de forma articulada na defesa da categoria junto ao STF.
As entidades sindicais também já se reuniram para definir estratégias de luta. Segundo Wilton dos Santos Lopes, presidente do SINTECT-MS:
“Nada nunca veio de graça. Tudo o que a classe trabalhadora conquistou é fruto de muita luta. Independentemente de governo, os trabalhadores e trabalhadoras dos Correios sempre foram exemplo de coragem e determinação para enfrentar qualquer retirada de direitos imposta pela direção da empresa e pelo Governo Federal. E, mais uma vez, estamos prontos para lutar.”
O SINTECT-MS manifesta total repúdio à ação da direção da ECT, respaldada pelo Governo Federal, e reafirma seu compromisso com a defesa intransigente dos direitos da categoria.
Direção do SINTECT-MS
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