Segundo presidente da empresa, proposta será submetida à avaliação do conselho de administração. Os Correios esperam economizar R$ 1 bilhão por mês somente com a extinção de 600 cargos comissionados na sede da empresa em Brasília. Segundo o presidente da estatal, Carlos Henrique Almeida Custódio, a proposta de reestruturação será avaliada pelo conselho de administração da empresa no final desta semana. ´´Pela proposta os níveis decisórios passarão de seis para quatro, isso dará mais agilidade aos trâmites da empresa´´, disse Custódio.
Os funcionários lotados nos cargos extintos serão transferidos para outras praças ou outras repartições nos Correios. ´´A idéia é fortalecer as regionais´´, ressaltou. Segundo ele, cerca de 10 departamentos e 30 consultorias não farão mais parte da grade da estatal.
Além da economia com a reestruturação, os Correios ainda estudam a criação de uma empresa de logística focada no transporte de carga aérea. ´´Estamos à procura de um parceiro da iniciativa privada com experiência no modal aéreo. O edital para a contratação da empresa será publicado ainda este ano´´, disse Custódio.
Com a criação da subsidiária haveria uma redução de custos de até R$ 500 milhões por ano. ´´Isto é o que a empresa gasta com a contratação dos serviços de transporte de carga aérea´´, disse. Hoje, os Correios trabalham com 12 companhias que atendem o Brasil inteiro.
Segundo Custódio, a idéia surgiu após um estudo da consultoria Bain&Company, que indicou duas alternativas para o término da contratação dos serviços de transporte aéreo: a parceria com uma empresa privada ou a compra de aeronaves. ´´O mais viável foi a criação da empresa com um sócio privado. A estruturação da frota será determinada após o término do processo licitatório´´, disse ele.
Hoje, conforme o presidente dos Correios, os contratos dos serviços de transporte aéreo têm prazos de um ano renovável por mais um ano. ´´Os órgãos reguladores determinaram que extinguíssemos alguns contratos com empresas aéreas de cargas, mas se fizéssemos isso os serviços de correios parariam. O mais viável e rápido é a criação da empresa de logística´´, disse. ´´Estamos trocando os pneus com o carro andando´´, ressaltou.
A nova empresa nasceria já com um faturamento de R$ 500 milhões por ano. ´´Isso representa os gastos com a contratação de transporte de cargas´´. Ele ressaltou que os Correios ainda gerenciarão os serviços de transporte terrestre. A frota atual da estatal é de 40 mil veículos.
Segundo Custódio, a ECT estaria ´´de olho´´ no crescimento do comércio eletrônico no País, que no último ano apresentou uma expansão de 76%. ´´Não podemos perder o bonde. Precisamos de mais agilidade para atender este mercado que cresce vertiginosamente´´.
O presidente dos Correios adiantou ainda que a empresa pela primeira vez, desde 2000, teve azul operacional este ano. Até julho, a ECT obteve lucro operacional de R$ 88 milhões. ´´Isso é fruto do trabalho para redução de gastos´´.
GAZETA MERCANTIL-SP
29/08/2007
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