O processo de negociação salarial dos trabalhadores da ECT, com a direção da empresa, ainda não se esgotou, esclarece o dirigente Alexandre Takachi, secretário geral do Sindicato dos Trabalhadores em Correios, Telégrafos e Similares de Mato Grosso do Sul - Sintect-MS. O sindicalista esclareceu que caso não haja avanços na negociação durante esta semana, a categoria vai tirar indicativo de greve somente no dia 25 de setembro, com base em resolução tirada no congresso da categoria, realizada em junho deste ano, e não nesta semana, conforme divulgou funcionário ligada a um corrente interna do movimento sindical, sem representação na direção da entidade. Takachi acredita que ainda há tempo para que a categoria arranque um reajuste salarial superior aos 5,2% já oferecidos pela empresa, dando continuidade a política de ganho Real de salários, a exemplo do que ocorreu nos anteriores. Ressalta que na quinta-feira passada, o Bloco Atuação Sindical esteve reunido com o ministro das comunicações, Paulo Bernardo e com diretor presidente da ECT, Wagner Pinheiro, para tratar da negociação sobre a campanha salarial 2012/2012 e saiu acreditando na possibilidade de acordo, sem a necessidade de greve. Outra pauta da conversa foi a anistia aos ecetistas, vítimas dos Planos Econômicos. Na ocasião, os representantes reforçaram a necessidade de a empresa agilizar a readmissão dos ecetistas demitidos, cobrando mais agilidade na tramitação dos processos. O gesto dos representantes do Governo Federal mostra a disposição do Governo para o diálogo e a capacidade do bloco Atuação, minoritário da Fentect Fentect ( Federação dos Trabalhadores da Empresa de Correios e Telégrafos) de priorizar o diálogo nesta primeira fase de negociação, antes da convocação de greve. Cita como exemplo o avanço do percentual negociado, que subiu de 3% para 5,2%. Alerta para que a categoria não entre na onda de greve política puxada pelo PCO (Partido Comunista Operário) que tem maioria Federação e que até o momento não consultou a categoria e anuncia a antecipação da greve, por meio de decisão cúpula. "Não descartamos a greve, mas ainda temos margem para negociação", esclarece Takachi.
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