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27 de Março de 2011 às 22:10

Minuta de edital bilionário do Banco Postal trás falhas na segurança


Em audiência pública  os dirigentes sindicais cobraram mais segurança nas agências, mas presidente do processo de licitação do Banco Postal não quer discutir o assunto, afirmando que a ECT não é banco
Dia 25 de fevereiro a ECT realizou em Brasília uma audiência pública para debater a minuta do novo edital de seleção de instituição financeira para operar o Banco Postal. A empresa fez uma apresentação dos principais pontos do edital e franqueou a palavra para o público presente se manifestar com ideias e sugestões.
Apesar de aberto ao público poucas entidades aproveitaram a oportunidade para explicar o que realmente acontece no Banco Postal e o que precisa ser feito para melhorar. A Fentect e os sindicatos de Ribeirão Preto, Brasília e São José do Rio Preto falaram na defesa dos trabalhadores, principalmente no ponto sobre a segurança, além da distribuição do lucro. Outra entidade que fez uso da palavra foi o sindicato dos bancários de São Paulo que tem o entendimento que os trabalhadores do Banco Postal são bancários e não ecetistas. Pelo lado empresarial falou um representante do Bradesco que fez propostas de mudanças no edital para sobrar mais lucro ao banco e menos para o Correio.
Quem representou o Sintect RPO foi o presidente, Carlos Decourt, que cobrou uma melhora no sistema de seguranças das agências, visando principalmente a vida das pessoas e não o patrimônio, como é feito hoje. Para Decourt a empresa não pode diferenciar as formas de segurança pela matriz de risco, onde é levada em consideração a categoria da agência, a quantidade de moradores da cidades entre outros itens de diferenciação. Para ele "a vida humana é igual em qualquer tipo de unidade, e portanto devem ter o mesmo tratamento".
A presidente da mesa diretora da audiência pública, Flávia Lucia Xavier Almeida, respondeu alguns dos questionamentos na hora e deixou outros para serem respondidos em data posterior. Com relação a segurança ela foi enfática ao afirmar que a ECT é um correspondente bancário e que isso não obriga a empresa a adotar os mesmos mecanismos de segurança das agências bancárias.
Todos os questionamentos foram ancaminhados formalmente e a ECT ficou de responder até o final do mês de março. Apesar da pressa de resolver a questão, o entendimento é de que o assunto deve ser debatido até a exaustão, afinal será um contrato de cinco anos renovado por mais cinco.
Fonte Sintec-AL 


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