Sindicato diz que adesão na capital chega a 85%; funcionários têm reunião na terça para definir paralisação
SÃO PAULO - A greve dos funcionários dos Correios entra nesta segunda-feira, 17, em seu quinto dia e sem perspectiva de acordo. Segundo Mizael Cassimiro, diretor de imprensa do sindicato dos funcionários, a entrega de correspondências é o serviço mais prejudicado com a greve. Em entrevista à Rádio Jovem Pan, ele afirmou que a adesão à greve é de 85% na capital, Grande São Paulo e Baixada Santista.
Enquanto isso, os Correios afirmam que esse número é de apenas 30% dos empregados e que o setor mais afetado é o de Sedex. Na terça-feira, 17, funcionários têm uma nova reunião para definir os rumos da greve, que começou na quinta-feira, 13, e em apenas dois dias prejudicou 9 milhões de entregas. O Sedex 10 e Sedex Hoje, entregues até as 10 horas e no mesmo dia, respectivamente, continuam suspensos. Já o Sedex tradicional funciona normalmente.
Os trabalhadores reivindicam aumento de 4,91% e a concessão de uma parcela fixa de R$ 200 nos salários dos trabalhadores, além da abertura das mesas de negociações para a discussão sobre as "perdas históricas" da categoria, que atingiram 47% de 1995 aos dias de hoje.
Os Correios oferecem reajuste de 3,74%, mais parcela fixa de R$ 50 a partir de janeiro de 2008. A empresa também propõe o aumento no valor do vale-alimentação de R$ 15 para R$ 17 e dois abonos de R$ 200. Nas contas dos Correios, esse montante pode representar um aumento 11,2% dos trabalhadores que recebem o piso salarial, de R$ 524. A empresa afirmou que o ponto dos faltosos será cortado. Caso as negociações não avancem, a estatal pretende pedir a suspensão da greve no Superior Tribunal do Trabalho.
Jornal Estadão
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