VÁRIAS IRREGULARIDADES FORAM ENCONTRADAS NO POSTALIS
Em meados da década de 90, o Congresso Nacional, através de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), levantou vários problemas junto aos Fundos de Pensão. O Postalis foi um dos mais investigados e que teve várias irregularidades apontadas nos relatórios apresentados na CPI.
Um dos problemas levantados foi a falta de adequação ao plano de custeio, e isso significa dizer que a empresa não contribuiu ao plano como deveria, como estava acordado.
Outros problemas levantados foi o péssimo investimento imobiliário; perda de investimentos com compras de imóveis superfaturados; interferência da ECT na política de investimento do Postalis; déficit atuarial camuflados desde 1986 e excesso de despesas administrativas extrapolando os limites legais. Todos esses problemas foram detectados na CPI dos Fundos de Pensão.
Já em 2006 a CPI dos Correios apresentou outros problemas no Postalis. E alguns mais graves não querem necessariamente haver com o volume financeiro perdido, mas a pratica de estar sempre perdendo, conforme mostra o relatório. Como a CPI só pôde investigar o período de 2000 a 2005, as irregularidades ficaram limitadas a esses anos. E isso não quer dizer que entre 1995 e 2000, ou seja, entre uma CPI e outra não ocorreram irregularidades.
Os indícios de irregularidades mais relevantes ocorreram entre abril de 2004 e setembro de 2005. Nesse período as perdas foram de R$ 61,6 milhões, sendo R$ 25,6 no segmento de futuros da BM&F, e R$ 36 milhões em CDBs e debêntures do Banco Santos.
Segundo o relatório da CPI dos Correios, durante a gestão de um Diretor Financeiro do Postalis, as perdas foram superiores que os ganhos. Enquanto era um diretor financeiro
ou resultados eram positivos, com outro negativos. Ainda no relatório "..desta comparação, perde justificativa a hipótese de que as perdas são aleatórias, ou seja, não sistemáticas e dirigidas. Observa-se que, das 207 vezes em que o Postalis operou com a corretora SLW, em 156 delas (75%) houve perdas por ajuste negativo."; como podemos ver, o Postalis insistiu no erro.
Com as corretoras Sul CM em 84% das 921 vezes que operou para o Postalis, os ajustes foram negativos; com a SLW CVC em 79% das 1.358 vezes que operou teve prejuízos; com a corretora Stock Maxima, em 81% das 1.015 vezes o Postalis saiu perdendo. O total de perdas atribuído às corretoras corresponde a 97% do total que o Postalis perdeu. De acordo com o relatório "...a drenagem de recursos do Postalis, neste ocorrido, no período entre abril de 2004 e agosto de 2005, é atribuível às sete corretoras, o que comprova uma inequívoca concentração dos agentes intermediários e reforça a hipótese de ter havido uma prática organizada voltada ao desvio de recursos do Postalis". No caso do Banco Santos, se é normal dizer que existem mesmo os riscos financeiros e que todos estão sujeitos a perder nesse mercado, é de estranhar que um dia antes da intervenção do Banco Central no Banco Santos, outros fundos de pensão retiraram seus recursos do Banco e não perderam nada, ou no máximo as tarifas por retirar o dinheiro antes do prazo.
O Banco Santos tinha uma classificação de risco desde 04/06/2003 como arriscada, sendo que mesmo posterior a essa data fez diversas aplicações no Banco: 15/04/2004 - R$ 1,3 milhões; em 07/05/2004 - R$ 8 milhões; em 01/10/2004 - R$ 15 milhões e em 28/10/2004 - R$ 4 milhões, sendo que esse último valor aplicado foi menos de um mês antes da intervenção no banco Santos. Dá para ter confiança em uma direção do Postalis dessa maneira?
Fonte: Sintect/RPO
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