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22 de Dezembro de 2006 às 17:19

Fedex, DHL e UPS fazem nova ofensiva contra o monopólio dos Correios


Para pressionar o governo, gigantes do exterior envolvem até a União Européia no assunto

A disputa entre a Empresa de Correios e Telégrafos e as companhias internacionais de serviços postais, até agora restrita aos foros comercial e jurídico, tornou-se um assunto de Estado. Maiores interessadas na quebra do monopólio dos Correios, as norte-americanas UPS e Fedex e a alemã DHL levaram a questão à Secretária de Comércio dos Estados Unidos e à União Européia (UE).

Informações filtradas junto ao Ministério das Relações Exteriores dão conta que a UE deverá incluir o tema nas próximas rodadas para acordos comerciais com o Brasil e o Mercosul. Sintomaticamente, o próprio Itamaraty já teria montado uma equipe para tratar do assunto.

De diplomática, a ação da UPS, DHL e Fedex não tem nada. O objetivo é fazer pressão sobre o governo brasileiro e a própria opinião pública e, desta forma, inverter o score da disputa contra os Correios, travada no Supremo Tribunal Federal.

Espera-se que dentro de seis meses, o STF conclua o julgamento do processo de quebra do monopólio postal da ECT. Dos 11 ministros, quatro votaram a favor do atual status quo dos Correios e dois, contra. O placar, portanto, ainda está em aberto.

O governo federal estaria disposto a ceder alguns nós no monopólio dos Correios, independentemente da decisão do STF. Mas se recusa liberar a venda de cartões-postais e de selos e o envio de telegramas e de cartas com menos de 50 gramas, alguns dos segmentos mais rentáveis da ECT.

No máximo, afrouxaria as rédeas no mercado de entregas rápidas, um dos principais nichos de atuação da UPS, Fedex e DHL. Ao transformar a disputa comercial e jurídica em um embate diplomático, as empresas internacionais querem criar condições, ainda que na marra, para um acordo extrajudicial com a ECT, costura que já teria sido tentada, sem sucesso, em meados deste ano.

UPS, DHL e Fedex têm algumas centenas de milhões de dólares para investir no Brasil, em projetos que vão desde a montagem de centros de distribuição de encomendas até a criação de frotas para o transporte aéreo. Sabem, no entanto, que rasgarão dinheiro se a atividade monopolista dos Correios for mantida, seja pelo STF, seja pelo próprio arbítrio do governo.


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