Na última sexta-feira (21/9) os trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) decidiram encerrar a greve, após nove dias de paralisação. O acordo foi assinado no TST (Tribunal Superior Eleitoral) na última segunda-feira (24/9) por representantes dos Correios e pela Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares).
Acordos
Os trabalhadores receberão reajuste de 3,74%, abono de R$ 500, aumento de R$ 60 em janeiro, vale-alimentação extra de R$ 391 em dezembro, inclusão dos pais de novos funcionários no plano de saúde e auxílio-creche para até 7 anos de idade, além da não-reposição dos dias de paralisação.
No início das negociações que levaram à greve, a Federação reivindicava reajuste de 47,77%, aumento de R$ 200, a negociação do plano de cargos e salários e a contratação de 25 mil funcionários.
Para o representante da Fentect, Manuel Cantuara, as negociações nas assembléias estaduais foram "apertadas" e os funcionários não saem do processo totalmente satisfeitos com a proposta acordada. "As condições de salário e de trabalho estão muito longe de ser satisfatórias", disse. Atualmente, um servidor da ECT em início de carreira ganha R$ 524 mensais.
Até o próximo sábado (29/9), a Fentect normalizará o fluxo dos 50 milhões de objetos postais acumulados. Para atender à maior demanda, os Correios contratou mais de 800 funcionários temporários.
CUT
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