Camila Campanerut e Mauricio Savarese O novo presidente dos Correios, David José de Matos, toma posse na manhã desta segunda-feira (2), no auditório do edifício-sede do órgão em Brasília. Além dele, também serão empossados Nelson Luiz Oliveira de Freitas e Eduardo Artur Rodrigues Silva nas áreas de Recursos Humanos e de Operações, respectivamente. Ligado ao PMDB, Matos já trabalhou nos governos de Joaquim Roriz (PSC) e José Roberto Arruda (sem partido). Crise As demissões constavam das recomendações dos ministros Erenice Guerra (Casa Civil) e Paulo Bernardo (Planejamento), responsáveis por um raio-x na empresa, entregue na semanada passada ao presidente Lula.
Do UOL Notícias
Em Brasília e São Paulo
Os novos nomes substituem Carlos Henrique Custódio, exonerado do cargo de presidente na semana passada, e Pedro Magalhães, da diretoria de Gestão de Pessoas. O cargo de diretor de Operações estava vago desde o mês passado, quando o então diretor Marco Antônio Oliveira fora demitido.
As mudanças na estatal, segundo o ministro das Comunicações, José Artur Filardi, se basearam em questões administrativas e não políticas. De acordo com ele, a dificuldade em fazer licitações e de organizar concursos públicos tiveram peso maior que a questão da saúde financeira do órgão.
Novo presidente
O nome do novo presidente foi definido pelo Palácio do Planalto. Matos é engenheiro e era o atual secretário-geral da Novacap, estatal do DF responsável pelas licitações de obras.
A demissão de Custódio, que foi indicado pelo ex-ministro das Comunicações e candidato do PMDB ao governo de Minas Gerais, Hélio Costa, se deu meses depois do acerto com os peemedebistas para compor uma aliança em torno da presidenciável Dilma Rousseff, embora já tenha sido defendida meses antes por ministros da área econômica do governo.
O novo presidente dos Correios assumirá o cargo com o objetivo de melhorar a qualidade de serviço da estatal e modernizá-la. Em médio prazo, a expectativa do Palácio do Planalto é de recuperar, em especial, a área de logística dos Correios, permitindo contratação direta e imediata de outras empresas. Também podem ser criadas subsidiárias para atender os prazos do serviço Sedex, um dos mais rentáveis para a empresa.
Nos últimos anos a estatal também viveu várias greves. A última delas terminou em outubro do ano passado. Em 2009, os Correios tiveram seu menor lucro desde que Lula chegou ao governo, em 2003. Foram R$ 177 milhões, quase seis vezes abaixo do previsto para uma empresa estatal praticamente monopolista, com faturamento anual de R$ 11 bilhões.
Esses problemas recentes já chegaram à disputa eleitoral deste ano. O presidenciável do PSDB, José Serra, afirmou que os resultados ruins se devem ao suposto aparelhamento da empresa pelo governo petista. Lula rejeita a crítica e diz que sua gestão investiu na estatal para revigorá-la.
Em 2006, quando o petista se reelegeu, seus adversários também fizeram essa acusação, depois de uma CPI com o nome da estatal ganhar destaque nacional, impulsionada por depoimentos do presidente do PTB, Roberto Jefferson, suposto beneficiário de um esquema de corrupção na estatal.
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