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1 de Julho de 2008 às 18:06

Categoria em Sergipe se reuniu em frente à empresa e realizou manifestação


Na manhã desta terça-feira, 1º, funcionários dos Correios realizaram um ato público na rua Acre, em frente à sede da empresa. Em greve desde a meia-noite de hoje, a categoria fez uma manifestação para reivindicar a não aplicação da política de PCCS – Plano de Cargos, Carreiras e Salários – da empresa. “O desempenho dos funcionários será avaliado de seis em seis meses e se for considerado baixo pelo supervisor por duas vezes consecutivas, ele é demitido. No lugar, serão colocados novos funcionários por um salário de R$ 390 e não o piso, como nós ganhamos. Os concursados serão demitidos a qualquer momento e não podemos permitir isso”, disse o presidente do Sintect - Sindicato dos Trabalhadores da Empresa de Correios e Telégrafos, Sérgio Lima.

A portaria da empresa foi fechada pelos manifestantes, que não permitiram a entrada ou saída de motoristas e motoqueiros com cargas para entrega.

Dentre as outras reivindicações, estão o cumprimento do acordo firmado e assinado desde novembro pelo presidente da empresa, Carlos Henrique Custódio e pelo Ministro das Comunicações, Hélio Costa, de adicional de periculosidade para os carteiros, assim com a contratação de mais funcionários nos cargos funcionais – carteiros, atendentes e operadores de triagem e transbordo.

O presidente do sindicato pediu a participação de todos no movimento. “Queremos pedir que todos participem, pois estamos lutando por vocês também. Mais tarde, esses funcionários serão os primeiros a serem demitidos e quando forem procurar o sindicato, não poderemos fazer nada por aqueles que não aderiam à luta”, afirmou.

Segundo a carteira Ângela Santa Rita, uma das poucas mulheres no movimento, a população também será seriamente prejudicada com a greve dos Correios, que suspende todos os serviços a partir de hoje. “Os serviços já estavam precários antes do início da greve, é só observar a demora na entrega das correspondências. Estamos com déficit no quadro de carteiros e se a empresa for privatizada, só tende a piorar”, disse.

A privatização mencionada por Ângela também foi um dos tópicos abordados por Sérgio durante seu discurso. “Se a empresa for privatizada, a correspondência ficará mais cara e com isso, haverá a queda na qualidade dos serviços que prestamos durante esses anos. A população de municípios mais distantes também terá a entrega afetada”, explicou.

Sobre o adicional de periculosidade, o movimento afirma que muitos agentes dos Correios passam por problemas psicológicos por causa de assaltos, que acontecem no mínimo, semanalmente. “Além disso, muitos funcionários já perderam suas vidas, vítimas da violência. Queremos melhores condições de trabalho”, exigiu Sérgio.

Tropa de Choque - Durante a manifestação, o representante dos Correios que negocia com o sindicato, Valter Fortes, acionou a Tropa de Choque para que os manifestantes fossem retirados do local. Na conversa, ele alegou que a manifestação estava perturbando a paz na empresa. Minutos depois, os grevistas receberam a notícia de que poderiam entrar na empresa, já que estavam proibidos de fazê-lo desde a última manifestação. O Habeas Corpus foi expedido pelo juiz do trabalho Hilder Torres do Amaral, que deferiu o pedido dos funcionários. “Vamos entrar e chamar pessoalmente os outros companheiros para participar do movimento”, comemorou Sérgio.

Greve nacional - Até ontem, 20 dos 34 sindicatos no Brasil tinham decidido pela greve. “Estamos fazendo assembléias diariamente para decidir os rumos da paralisação, mas por enquanto, é por tempo indeterminado”, afirmou Ângela. Karine Barbosa - site Emsergipe.com


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