O Sindicato dos Trabalhadores/as dos Correios e Telégrafos de Mato Grosso do Sul - Sintect MS realizou na ultima quarta-feira, 10 de junho, no centro de Campo Grande - calçadão da Rua Barão do Rio Branco - ato público Contra a Quebra do Monopólio Postal Brasileiro ou mais precisamente a privatização dos Correios.
O ato foi comandado pelo Sintect MS, na capital, encaminhando a luta de deliberação da Fentect - Federação dos Trabalhadores/as da Empresa de Correios e Telégrafos, da qual o mesmo é filiado. Esta manifestação aconteceu em todo o Brasil, neste dia, contra a quebra do monopólio postal, sob o lema "Em defesa de um Correio Público e de Qualidade a serviço do povo". E é uma das diversas atividades que vem ocorrendo pelo país por iniciativa da Comissão Nacional da Fentect de luta contra a Quebra do Monopólio Postal.
Segundo o secretário geral do Sintect MS, Emidio Gonçalves, os trabalhadores/as e a sociedade em geral, devem saber e conhecer as tentativas em vigor no cenário político e jurídico, de realizar a quebra do monopólio postal brasileiro e em seguida, como conseqüência, a quebra da Empresa de Correios e Telégrafos - ECT.
As incursões desta quebra do monopólio, esta no Supremo Tribunal Federal - STF, em processo que questiona a existência constitucional da ECT ser a detentora da entrega de correspondência. E ainda, há na Câmara Federal, um projeto de Lei (PL 3677/2008), que visa passar as empresas privadas - internacionais/multinacionais- à entrega de correspondências.
De acordo com o sindicato, o projeto visa alterar a Lei 6538 /1978, excluindo do regime de monopólio da União o transporte e a entrega de carta e cartão postal, e objetos privados. Com esta nova Lei, haverá prejuízos incalculáveis a receita da ECT, e, principalmente aos seus trabalhadores. Tratando-se assim, de nova tentativa de privatizar os Correios, desta vez quebrando sua receita.
A ECT tem exercido uma função social, fazendo ligação entre as pessoas e coma eficiência de seus funcionários, entrega as correspondências nos lugares mais longínquos do país, que com certeza a iniciativa privada não terá compromisso, " as empresas privadas irão querer atuar somente nos grandes centros, que proporcionam lucros", finaliza o Secretario.
Portanto, os representantes da Fentect e Sintect MS, dizem "nesse sentido, os trabalhadores dos Correios e todos os interessados no bem comum e de cidadania de nossas empresas pública, devem impedir e assim garantir que a ECT, continue pública e com a qualidade que a população merece".
Lúcio Borges - Sintect MS
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