Principais Notícias

11 de Setembro de 2013 às 17:20

Ao discutir segurança ECT só se preocupa com patrimônio


Reunião se limitou, mais uma vez, a exposição de dados inconsistentes e nenhuma proposta concreta

Na reunião de negociações da Campanha Salarial realizada na tarde de hoje (11) na Universidade dos Correios (UniCo) a Empresa não apresentou a nova proposta econômica, conforme havia sido solicitado pela Fentect na reunião de ontem (10). A discussão girou em torno da cláusula da Pauta de Reivindicações que trata sobre segurança na agências. A ECT enviou uma representante para realizar uma apresentação sobre as medidas e os programas de segurança que a Empresa alega estar instalando.

De acordo com a representante, os programas serão implementados de acordo com a movimentação financeira, região em que está inserida, equipamentos que possui, registro de assaltos, etc. Ou seja, de acordo com a própria Empresa, todos os critérios utilizados para definir se uma agência precisa ou não de mais itens e mais atenção à questão da segurança levam em consideração apenas aspectos financeiros e não o do bem estar dos funcionários, o que deveria ser prioridade.

Os integrantes do Comando de Negociação da Fentect fizeram a exposição de várias situações ocorridas em seus estados, e fizeram denúncias de que em todo o País os programas e as medidas de segurança da Empresa não saíram do papel. A representante escolhida pela ECT, mostrando mais uma vez a falta de respeito da direção da Empresa ao enviar para a negociação com o trabalhador pessoas que não estão aptas a apresentar propostas concretas, se limitou a afirmar que: “se essas agências não tem os equipamentos de segurança, deveriam ter”, ou seja, uma falta completa de compromisso com a pauta do trabalhador e com todo o processo das negociações.

Outra denúncia foi a respeito do tratamento dado ao funcionário vítima de assaltos e roubos. Nos Correios, os trabalhadores são tratados como suspeitos até que se prove o contrário, além de ser obrigado a assumir todos os ônus decorrentes do assalto. Os funcionários dos Correios, dadas as circunstâncias atuais, precisam receber adicional de periculosidade, tal qual os bancários e demais trabalhadores que lidam com valores. “A questão da violência é pública e geral, mas dentro do Correio ela não é tratada de forma a preservar o funcionário. A diferença financeira paga aos atendentes é ínfima, e a assistência médica fornecida também é precária”, declarou.

Os membros do comando de negociações expuseram a situação de que o funcionário que sofre o assalto, antes de poder cuidar da sua saúde e bem estar e procurar tratamento médico e/ou psicológico, é obrigado a prestar contas à Empresa dos prejuízos do assalto. Ou seja, mais uma vez, em primeiro lugar vem o patrimônio da Empresa. Outro problema,  a Empresa tem que se responsabilizar pelos objetos pessoais dos funcionários perdidos “Tem que ter uma compensação financeira pelo assalto. É um prejuízo na vida do funcionário e a Empresa não se responsabiliza.

Até as medidas de segurança da Empresa que ainda nem saíram do papel são obsoletas e não contemplam os problemas reais das agências, pois as câmeras que já existem são péssimas, não permitem nem identificar os bandidos, os alarmes não tem serventia alguma, e o cofre com retardo apenas prolonga o período do terror dos trabalhadores assaltados, uma vez que já é rotina que os bandidos mantenham os ecetistas como reféns até a abertura do cofre.

 

Fonte: Site FENTECT


Outras Notícias



Links Úteis


Newsletter

Cadastre seu e-mail e receba novidades e informações sobre o SINTECT-MS.

Todos os direitos reservados a “sintectms” - Desenvolvido por Avalue Sistemas