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17 de Setembro de 2008 às 13:15

Acidente de valinhos expõe fragilidade na segurança


A questão de segurança nos Correios já ultrapassou em muito o limite do suportável. E uma explosão, que causou um acidente grave na cidade de Valinhos/SP expõe toda essa fragilidade. Os problemas com segurança, na verdade, vão muito além do Banco Postal. Mais um trabalhador ficou gravemente ferido e até agora nada se fez para assegurar melhorias das condições de trabalho desses companheiros. São grandes os riscos à saúde e à vida do trabalhador que manipula os objetos postais. Já são vários acidentes e muito pouco se faz para amenizaro problema. Na nossa Regional (o Sintect-GO, inclusive já denunciou isso), tivemos casos de companheiros que se machucaram operando empilhadeiras, por exemplo. Além disso, a falta de higienização das caixas que são manipuladas diariamente também representam um risco em potencial para todos os trabalhadores. Até uma cobra foi encontrada. E a indiferença da empresa quando o assunto é segurança foi bem retratada em uma reportagem do Correio Braziliense. De acordo com o que apurou o repórter, em todo país estão inoperantes nada menos que 100, dos 135 espectômetros de massa que a ECT tem em todo País. Em 2001, a empresa também adquiriu 122 aparelhos de raios x, um investimento de mais de R$ 80 milhões. Sete anos depois da aquisição, 22 deles nunca entraram em operação. “Os Correios ainda não dispõem de pessoal especializado para operá-los”, informa a reportagem do Correio Braziliense. A situação é tão grave que a Polícia Federal e até a Interpol estão investigando o caso de Valinhos. Além de produtos explosivos, o trabalhador é frequentemente obrigado a manipular objetos contando substâncias ilícitas, muitas delas oferecendo risco à saúde e à vida de quem desempenha a função. E apesar de toda situação, a direção dos Correios sequer tem a dignidade de apresentar uma justificativa convincente para esta situação. “Carlos Henruique Custódio deu apenas uma resposta evasiva sobre as providências adotadas para sanar as deficiências”, contata o jornal. O deputado Augusto Carvalho (PPS-DF), que pediu explicações aos Correios também não ficou satisfeito com a resposta. “Esta é uma linguagem típica e insensível aos problemas sociais e ao sofrimento humano”, ressaltou o deputado. Das 9 bilhões de unidades postais que circulam anualmente no País, só 13 milhões são inspecionados. Nos demais, o trabalhador fica completamente exposto. A Fentect já solicitou providências urgentes para reverter essa situação. E um dos pontos principais do Eixo da Campanha Unificada é garantir um adicional de risco para os companheiros OTTs. Essa situação não pode continuar e vamos lutar por isso! Sintect-GO


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