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24 de Outubro de 2011 às 12:04

28 Dias de Greve - Ousar Lutar, ousar vencer


Estivemos firmes nos 28 dias de greve, a maior já realizada pela nossa categoria. Foram dias difíceis, pois lutamos contra a imposição da ECT e a truculência deste governo que muitos de nós ajudamos a eleger. Não dobramos os joelhos ao jogo anti-democrático imposto pela direção da ECT, sob orientação do Ministro Paulo Bernardo, cuja a postura autoritária e as inspirações neoliberalizantes conhecemos muito bem, quando passou pela então Secretaria de Receita e Controle, do Governador Zeca do PT. Sob a tutela da atual ministra da Casa Civil, Gleicci Hoffman, sua esposa, ambos impuseram uma reforma do Estado de MS rebaixando salários e vantagens dos servidores públicos. Medida consideradas consideradas ilegais pela Justiça Trabalhista, gerando um indústria indenizações aos cofres do Tesouro Estadual. Assim, enfrentamos a postura autoritária de gestores que enxergam somente as cifras, deixando o trabalhador em segundo plano. Assim, mas que uma greve colocamos na pauta do Governo o modelo de Estado que defendemos, eleitos democraticamente nas urnas, mas que algumas pessoas do Governo ainda não entenderam. Também cobramos mas investimentos na ECT historicamente em processo desmantelamento para atender aos interesses privados. Contamos com apoio maciço da população e da imprensa que reconhecem a injustiça cometida com a nossa categoria, pois sabem o quanto trabalhamos com seriedade, mas pouco reconhecidos, pois somos umas das categorias dos serviço público estatal com os menores salários. Por falta de vontade política tivemos a greve se arrastando por mais de 14 dias sem nenhuma contraproposta de acordo por parte da direção da empresa, que viu na corte da Justiça do Trabalho um alibe para se desvincular da política de arrocho salarial que tentam impôr aos servidores da ECT. Durante a greve denunciamos também o que vem acontecendo nos Correios nos últimos anos: falta de condições de trabalho; falta de reposição do quadro de pessoal; dobras excessivas; convocação de forma arbitraria para trabalhar nos finais de semana; assédio moral por parte dos gestores; e outros, fez com que nossa categoria, mais uma vez, demostrasse sua força e unidade. Parabenizamos a disposição de luta dos 35 sindicatos filiados a FENTECT, que mantiveram-se unidos, do começo ao fim, num dos maiores movimentos paredista dos trabalhadores em Correios. A direção da Fentect respeito a opção dos trabalhadores nas assembléias. Prevaleceu a democracia, pois no 05/10 identificamos que devíamos acatar o acordo apresentado pela Ministra Maria Cristina Peduzzi devido à conjuntura existente. Na avaliação da Fentect não existia mais espaço para o diálogo nem avanços, restando o judiciário como fator decisivo, o que deixaria os trabalhadores sujeitos a um prejuízo maior. No entanto, a Fentect acatou a deliberação soberana da categoria foi contrária ao acordo proposto pela Ministra e respeitou e referendou o encaminhamento das assembléias. No julgamento final do TST a "DECISÃO" foi: reajuste de 6.87%, a partir de 01 de agosto de 2011; R$80,00 linear, a partir de 01 de outubro 2011; vale- alimentação de R$ 25,00; vale cesta de R$ 140,00; vale extra de natal no valor de R$ 575,00(peru), a ser pago no mês de dezembro de 2011; e outros benefícios já em consensuados com este comando, os quais seguirão posteriormente na Minuta do Acordo. Nosso destino, por uma postura anti-democrática da direção da ECT ficou sob a tutela da corte de ministros conservadora, sob ameaças constantes de interpretações que rebaixam os direitos da categoria. Sobre os dias de greve, alguns Ministros do TST aplicaram a jurisprudência e normas da Casa, de que a greve suspende o contrato de trabalho. "Se não há trabalho, não há pagamento." (palavras do TST). Contudo, a proposta foi discutida e colocada em conciliação pela Ministra Maria Cristina Peduzzi, sendo apreciada no julgamento e na votação, ficando assegurado conforme decisão da votação: 04(quatro) votos a favor do desconto dos 28 dias, 02(dois) votos a favor do desconto dos 06 dias, e 03(três) votos a favor do desconto de 07 dias. O Presidente do TST, João Oreste Dalazen, considerando a média dos votos, aprovou o desconto de 07 dias e a compensação de 21 dias. Após o retorno do trabalho, vamos pressionar para redimensionar os cortes dos dias parados e a reposição, pois dezenas de liminar consideraram os dias parados legal e as decisões judiciais não podem contraria a Legislação Trabalhista.


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