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10 de Maio de 2019 às 09:07

Defender os Correios, defender os empregos, defender os direitos: Não à Privatização!


  “Demos OK para estudo da privatização dos Correios”. Pelo Twiter o presidente Jair Bolsonaro comunicou a autorização dos estudos para a privatização da ECT. E isso não é de causar nenhuma surpresa. Ao longo da campanha eleitoral Bolsonaro já tinha deixado claro seu projeto de privatizar as estatais. A nomeação do banqueiro Paulo Guedes para um empoderado Ministério da Economia confirmou que da intenção se pretende passar à prática.

 Acabar com a Previdência Social, instituindo o sistema de capitalização, (defendido com ardor pelos bancos) e privatizar as estatais estão entre as prioridades da área econômica do governo. Não chega a ser um projeto de nação, mas agrada sobretudo o empresariado e o capital internacional. O resultado para os trabalhadores será desastroso.

 Nenhum empresário investiria onde não enxerga lucros. É o caso dos Correios. Uma estatal que tem sido lucrativa para o governo ao longo dos anos, e que cumpre  um papel social importante, não pode ser tratada levianamente simplesmente porque o empresariado quer abocanhar mais um setor lucrativo.

 A ECT funciona porque é uma empresa nacional e a arrecadação total é capaz de bancar o seu funcionamento em todos os municípios. Das 5.600 unidades da ECT, pouco mais de 300 seriam lucrativas, mas o suficiente para garantir o funcionamento de toda empresa, em todos os municípios, e ainda gerar lucros. O nó da privatização é que o empresariado quer ficar com o filé mignon, as agências lucrativas, mas não com as deficitárias. E como seria essa privatização? A ECT seria vendida no seu conjunto? Ou seria “fatiada”? E onde entra o caráter estratégico e sua função social? Para o empresariado isso não entra nos cálculos.

 Os trabalhadores dos Correios precisam se conscientizar que somente uma resistência coletiva nacional, e forte, poderá barrar esse processo. Somente uma forte mobilização dos funcionários que ganhe a opinião pública poderá reverter os planos de Guedes/Bolsonaro.

 Junto com as outras estatais lucrativas e estratégicas precisamos ir paras as ruas, para o debate, para o convencimento da população sobre o que está em jogo. E desfazer as mentiras e fakenews que procuram desmoralizar os Correios, as estatais, e seus funcionários.

 Em MS estamos articulando esse movimento junto com os sindicatos das outras estatais, mas sem a participação dos trabalhadores não iremos impactar a opinião pública. É preciso a participação nos movimentos, pois sem um movimento maciço não iremos convencer a população nem dobrar o governo. Nós acreditamos que isso é possível. Mas a participação da base é necessária.

 O que está em jogo é a ECT, são os empregos, são os direitos!

  Não à Reforma da Previdência!

  Não à privatização dos Correios! 


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